Trago do facebook pra para cá meus escritos sobre o dia Nacional do imigrante italiano, 21 de fevereiro, que segundo o IPHAN foi escolhido em memória à primeira expedição em massa de imigrantes do norte da Itália para o Brasil, em 1874.
Nos imigrantes do Brasil mistura-se um histórico de esperança e opressão. E sendo descendente de quem floresceu em meio a essa mistura tenho a responsabilidade de lembrar e, se possível, tentar compreender.
O início de nossas políticas imigrantistas foi indiscutivelmente racista e objetivou substituir os negros e mestiços escravizados, que jamais receberam qualquer reparação, por povos europeus que embranquecessem o país.
E apesar de receberem incentivos que não foram destinados aos povos considerados atrasados (por exemplo chineses) essa predileção não protegeu os imigrantes europeus de primeira onda contra as condições análogas à escravidão a que foram submetidos aqui.
Ainda assim as famílias italianas estabeleceram suas raizes e contribuíram MUITO com o Brasil, assim como as alemãs, japonesas e tantas outras.
Com o passar do tempo as diferentes ondas de imigrantes (de diferentes povos) tiveram que lidar com diferentes dificuldades. Uma delas, já superada, foi a proibição de seus idiomas na época do Estado Novo. A reparação deste medida é um dos elementos que fundamentou o reconhecimento do Talian (dialeto ítalo-brasileiro) como Referencia Cultural Brasileira pelo Decreto 7.387/2010.
Hoje os principais imigrantes a se radicarem no Brasil vem de outros países latino americanos e da Síria. Contudo nosso país mais exporta do que recebe imigrantes.
Não há motivo para, em 2019, com a facilidade que temos de acessar informação e educação, continuarmos tolerando pensamentos xenofóbicos se nossa própria cultura é, por si só, um amálgama tão rico.
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